quarta-feira, 2 de abril de 2014

Neurociência volta-se cada vez mais para a musicoterapia na melhora de doenças

Carolina Cotta - Estado de Minas
Publicação: 31/03/2014 08:45 Atualização:

A musicoterapia nasceu nos hospitais do pós-guerra. Era preciso trabalhar com os combatentes o aspecto emocional e mesmo alguns distúrbios mentais provocados pelos horrores das batalhas. Diferentemente da musicalização, em que é desenvolvida uma habilidade musical, ela tem um objetivo terapêutico, e este é obtido por meio da música. No Brasil e na América Latina, a prática chegou nos anos 1960, mas só mais recentemente tem conquistado o reconhecimento da área médica, apesar de muitos dos seus benefícios já terem sido comprovados cientificamente. 

Formada em musicoterapia, Marina Freire foi buscar no mestrado em neurociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ferramentas para compreender melhor como o recurso pode ajudar os autistas. Estudos anteriores já sinalizaram que o cérebro desses pacientes, que apresentam dificuldade de comunicação social ou comportamentos estereotipados, percebe o som de modo diferente. Eles têm dificuldade, por exemplo, de fazer um processamento diferenciado do som principal e do som de fundo, o que poderia contribuir para essa dificuldade de se comunicarem. 

A pesquisadora quer entender como os autistas processam a música. Alguns são hipersensíveis aos sons, outros tem esse sentido pouco aguçado. “A ideia é aproveitar que ele tem esse processamento diferenciado para direcionar sua percepção auditiva para uma funcionalidade melhor que suas habilidades sociais. Se ele reagir pouco à música, o trabalho engloba sensibilizá-lo primeiro”, explica Marina, que avalia os efeitos da improvisação musical nas crianças com autismo do Ambulatório de Psiquiatria Infantil do Hospital das Clínicas da UFMG. 

Uma vez por semana, durante 40 minutos, eles são estimulados a manter contado com a terapeuta por meio da música. “Trabalhamos interação e comunicação. Apresento instrumentos de percussão, crio uma base no teclado ou violão, e tentamos ‘conversar’ com os sons. A música é uma janela para ele se comunicar com o mundo, um meio lúdico de se manifestar. Eles geralmente têm dificuldade de tocarem, mas no final da sessão estão bem mais soltos”, observa a pesquisadora. Depois das 16 sessões, aqueles que no início chegavam a ficar de costas para Marina já mostram melhoria do contato visual e da fala.

OUTROS BENEFÍCIOS 

A musicoterapia tem ajudado também muitas crianças com síndrome de Down. Exercícios para fortalecimento da musculatura bucal trabalhados na fonoaudiologia, por exemplo, ganham reforço na terapia com música, que muitas vezes desperta mais por seu aspecto lúdico. “Cantando e brincando com os instrumentos, eles fazem exercícios que se somam ao trabalho da fisioterapia e fono sem nem perceberem, e assim se envolvem mais”, conta a musicoterapeuta Maria Eugênia Albinati, também doutora em ciências da saúde, programa da Escola de Medicina da UFMG.

Gena, como é conhecida, sistematizou sete recursos musicais que podem ser aplicados à saúde de crianças e adolescentes e que podem ser usados de acordo com cada finalidade. Os jogos e brincadeiras musicais mobilizam, ajudam na orientação espacial, no vínculo físico, equilíbrio, deslocamento e trabalham recursos psicomotores. A apreciação promove as reações, enquanto o recurso do canto desenvolve a fala, a respiração e a postura. Os instrumentos musicais valorizam diversos movimentos, enquanto a criação musical (pode ser composição, improviso, arranjo ou paródia) mobiliza a expressão pessoal. 

“Se ele não dá conta, descobre que pode fazer a parte mais fácil. Não é preciso obedecer. Criar é mais importante que a música em si. É mais fácil quando se aprende com a música. A fala aciona apenas o hemisfério esquerdo do cérebro, mas no canto os dois hemisférios trabalham. Isso estimula tudo, e a memória funciona mais”, explica a especialista. Já a expressão corporal e a dança colaboram com o aspecto motor, enquanto o sétimo recurso, o ensaio e a apresentação, preparam a pessoa para a interação social. “Ela tem a chance de se sentir a pessoa mais importante, e não aquela que dá trabalho.”

A musicoterapia também foi usada em outros hospitais da universidade e revelou uma mobilização das crianças em tratamento. Maria Eugênia levou as sessões para as salas de medicamento, onde alguns pacientes passavam até quatro horas fazendo hemodiálise e transfusão, por exemplo. O trabalho se voltou para crianças e adolescentes com câncer, paralisia cerebral e doenças degenerativas. “O som mobiliza as crianças. Elas ficavam alegres, mesmo deitadas em uma cama de hospital. A atitude delas depois da música 
é diferente.”

Musicalize seu filho

Nenhuma arte é tão acessível quanto a música, permitindo pais, de qualquer condição, estimularem os filhos, principalmente os bebês. Segundo Betânia Parizzi, o importante é variar. “Pode até ser rock, desde que não seja só rock.” 

Um jeito de falar experimentado em todo o mundo, o “manhês”, quando os adultos automaticamente falam duas oitavas mais agudo com os menores, deve ser estimulado. Isso porque, no primeiro ano de vida, a criança não fala nem canta, mas se comunica por meio dos sons. “O manhês é vital para o desenvolvimento do bebê. Ele não se importa com o conteúdo semântico da fala. Você pode dizer algo ruim que ele não entende, só entende os sons e as expressões faciais”, explica.  

O ideal, inclusive, é que os adultos que se relacionam com esses bebês aprendam a usar ainda mais contrastes na hora de falar com o manhês, acionando outros contrastes e timbres. Outra dicas da especialista é evitar sons mais graves, não enrolar demais o bebê de forma a conter seus movimentos, e oferecer obras musicais diversificadas. Cantar também tem mais efeito que apenas colocar um disco na vitrola.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

                Alteração da CBO da Musicoterapia 
O código da Musicoterapia na Classificação de Ocupação Brasileira - CBO foi alterado de 2239-15 para 2263-05 sendo aceito pelo Ministério da Saúde - SUS.


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Realizam atendimento terapêutico em pacientes, clientes e praticantes utilizando programas, métodos e técnicas específicas de arteterapia, musicoterapia e equoterapia. Atuam na orientação de pacientes, clientes, praticantes, familiares e cuidadores. Desenvolvem programas de prevenção, promoção de saúde e qualidade de vida. Exercem atividades  técnico-cientificas através da realização de pesquisas, trabalhos específicos, organização e participação em eventos científicos.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Mundo de Peu: Musicoterapia 1

O Mundo de Peu: Musicoterapia 1: Música estimula comunicação de autistas com o mundo Da Folha Online A área de atuação do musicoterapeuta é diversificada. Pode se dedicar ...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Musicoterapia melhora o comportamento de crianças autistas

Musicoterapia melhora o comportamento de crianças autistas

A música é uma paixão para muitas pessoas. Tem gente que faz dela um hobby ou mesmo uma profissão. Uma terapeuta de Brasília tem conseguido bons resultados no tratamento do autismo usando a musicoterapia

A música como aliada no desenvolvimento social de crianças autistas. Essa é a proposta da musicoterapeuta Clarisse Prestes, que há cinco anos, trabalha especificamente com meninos e meninas especiais.
Durante as sessões, professora e aluno tocam instrumentos musicais e cantam. Segundo Clarisse, a terapia tem mostrado resultados positivos na fala e na interação das crianças, principais queixas dos pais de autistas.
A mãe de um dos alunos, Áurea Barreto, conta que ele sempre foi uma criança interessada em música. Para ela, os efeitos que a terapia tem causado em seu filho são surpreendentes. Isso porque, hoje, ele consegue diferenciar muito bem vários sons em um ambiente, o que geralmente é um desafio para crianças com autismo.
Manaíra Lacerda

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Paciente do CEIR recupera a voz, lança CD e emociona. Veja!

Paciente do CEIR recupera a voz, lança CD e emociona. Veja!

Tratamento de reabilitação para o caso de Giovana envolveu várias terapias
Paciente do CEIR lança CD Paciente do CEIR lança CD
Giovana Lopes, 15 anos, sempre gostou de cantar. Na igreja, participava de corais, apresentações na escola, cantava para família, amigos e para quem quisesse, literalmente, ouvi-la. Ela permaneceu com essa rotina até os 11 anos de idade, quando, por decorrência de problemas de saúde, perdeu a fala, a memória e grande parte dos movimentos locomotores. No Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), durante três anos de tratamento, conseguiu superar os maiores desafios, entre eles, o de voltar a cantar e, atualmente, tem um CD que representa a vitória de sua reabilitação.
O tratamento de reabilitação para o caso de Giovana envolveu várias terapias. Ela foi diagnosticada com malformação arteriovenosa, um distúrbio congênito dos vasos sanguíneos que causa a passagem anormal de sangue entre artéria e veia. A doença, somada a outras complicações, causou lesões na fala e no sistema locomotor.
No Ceir, a garota passou por atendimentos nos setores de fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, hidroterapia, terapia ocupacional, reabilitação desportiva e musicoterapia – local onde o sonho de voltar a cantar tomou forma e possibilidades.
“A Giovana chegou ao setor com a fala lentificada, ela não conseguia acompanhar melodias. Nosso objetivo foi acelerar a fala e possibilitar que ela conseguisse realizar contornos melódicos, possibilitando, assim, que ela voltasse a cantar”, explica a musicoterapeuta Leila Santos.
A contribuição das terapias e o incentivo familiar foram essenciais para o desenvolvimento da garota. “O tratamento no Ceir e o esforço diário da minha mãe foram essenciais para eu subir mais esse degrau de conquista. Quando a fisioterapeuta me passava uma atividade que deveria ser continuada em casa, por exemplo, a minha mãe fazia muito além do pedido e isso foi decisivo para a minha reabilitação”, conta a jovem cantora.
Foram meses de muita determinação, força de vontade e foco. Com as potencialidades e melhoria da qualidade de vida adquiridas ao longo do tratamento, um último sonho ainda estava por ser realizado: a gravação de um CD da própria paciente para ser lançado na sua festa de 15 anos.
No setor de musicoterapia, com equipamentos oferecidos pela própria terapeuta, Giovana gravou o CD. O álbum é formado por um repertório gospel, estilo de música que a garota gosta de cantar. “É um sentimento de realização ver o sonho de uma paciente alcançado. O caso da Giovana é muito especial, pois voltar a cantar era uma das coisas que ela mais tinha vontade de reconquistar e o tratamento e a determinação dela, favoreceram este sonho. É tudo muito gratificante”, relata a musicoterapeuta.
O lançamento do CD aconteceu na festa de 15 anos da garota e, posteriormente, na própria sede do Ceir, onde a paciente cantou para familiares, amigos e profissionais do Centro. Em forma de melodias, a reabilitação de Giovana é comprovada diariamente em todos os setores da sua vida.

domingo, 22 de julho de 2012

Redinha e Musicoterapia

Bebês ganham mais conforto com Técnica da Redinha e Musicoterapia

Bebês ganham mais conforto no Hospital Unimed JP com Técnica da Redinha e Musicoterapia

Duas intervenções simples têm alcançado resultados significativos na UTI Neonatal e no Berçário do Hospital Unimed João Pessoa. São a Técnica da Redinha e a Musicoterapia, que fazem parte do Programa de Humanização do Núcleo de Desenvolvimento Humano da Cooperativa. Incluídas como rotina nos cuidados neonatais, elas têm contribuído para diminuir o período de internação hospitalar dos recém-nascidos.

Associadas, a Técnica da Redinha e a Musicoterapia proporcionam conforto e melhoram o ganho ponderal, a postura, o estado comportamental e o desenvolvimento neuronal dos bebês. Além disso, reduzem as alterações fisiológicas, as apneias e a necessidade de oxigênio.

Na UTI Neonatal, as técnicas são utilizadas em bebês prematuros estáveis, mais chorosos e irritados, que não estejam utilizando oxigênio e nos momentos em que as mães não possam estar com eles. “Cientes de que a presença, o toque e o calor materno (Método Canguru) são insubstituíveis, aliamos estas técnicas como ferramenta no fortalecimento do vínculo bebê-família”, informou a pediatra Alexandrina Lopes, coordenadora de Capacitação Funcional e Humanização da Unimed JP, setor que integra o Núcleo de Desenvolvimento Humano.

Para a pediatra Halbiege Lea Di Pace, coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Unimed JP, a humanização aliada à tecnologia de ponta, implantada nas unidades neonatais, é o grande diferencial na assistência. “Como dito por Chagas [Marly Chagas, especialista em Musicoterapia], ‘que a música é igual ao leite materno: alimenta, preenche e aconchega’”, citou a médica.

APROVAÇÃO Os pais aprovam a iniciativa. Que o diga Suênya Regina, mãe da pequena Larissa, há dois meses internada na UTI Neonatal. “Quando eu soube que meu bebê iria ter a oportunidade de ficar na redinha, fiquei bastante animada, pois sabia dos benefícios que a técnica proporciona. E, de fato, vi isso acontecer quando cheguei e vi minha princesa toda acomodada na rede, bem tranquila, ao som de uma música gostosa. Ela dormia como um anjinho de Deus”, relata emocionada.

Suênya Regina destacou o conforto proporcionado à filha. “Ela estava calma, dormindo bem relaxada. Fiquei muito animada. Foi emocionante ver essa cena”, afirmou. A mãe disse que aprova e recomenda a Técnica da Redinha e a Musicoterapia. “Além dos benefícios de oferecer tranquilidade e ajudar no desenvolvimento motor e sensorial, na audição, ela oferece ao meu bebê a maravilhosa sensação de estar novamente dentro do útero da mamãe, proporcionando segurança e enfatizando o vínculo de amor incondicional”, disse.

As pediatras Alexandrina Lopes e Halbiege destacam, ainda, outro ponto positivo da redinha. De acordo com as médicas, ela nos lembra da nossa origem nordestina e da linguagem universal no cuidar: o amor, o acolhimento e a empatia pelo próximo.

Fonte:  http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20120713111501&cat=saude&keys=bebes-ganham-mais-conforto-tecnica-redinha-musicoterapia

quarta-feira, 11 de julho de 2012

 PARKINSON E MUSICOTERAPIA 

A Colibri realizará dia 21 de julho (sábado), às 9h, na Av. Conceição, 307/2 - Vila Rezende, um encontro para conversar sobre Parkinson e Musicoterapia.

A convidada é a regente do Coral Tremendas Vozes, Hilara Crestana, pianista erudita (Unicamp), pedagoga (ULBRA) e especialista em Musicoterapia (FMU). Atua também como regente do Coral adulto da COOPEP. Como musicoterapeuta profissional, aborda a linha sistêmica, desenvolvendo metodologias para tratamento de pessoas com dificuldade de aprendizagem e sindromes diversas.


Serão abordados de forma de interativa alguns tópicos como:

- O que é musicoterapia.
- Como a musicoterapia pode benificar o portador da doença de Parkinson.
- Casos clínicos.
- Musicoterapia na 3ª Idade.


A Colibri é a Associação Brasil-Parkinson - Núcleo Piracicaba. Av Conceição, 307-2 - Vila Rezende - Piracicaba(SP). Tel: (19) 3426-0787 / 3421-1776 - colibri.parkinson@terra.com.br 


terça-feira, 29 de maio de 2012

Musician Melody Gardot, has told Sky News how she only started writing songs after receiving music therapy following a horrific accident that left her unable to speak, walk or see.